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Jabá legal e transparência: como as rádios podem garantir ética e credibilidade na programação musical

A música emociona, conecta e transforma.

Mas quando os bastidores da radiodifusão escondem intenções, o público perde a confiança, e a credibilidade da emissora desmorona.

Por isso, discutir jabá legal e transparência se tornou urgente — não apenas para cumprir a lei, mas também para preservar vínculos com os ouvintes.

Neste artigo, mostramos como as rádios podem aplicar boas práticas de divulgação musical de forma ética, regulamentada e alinhada às expectativas do público.

Usamos estudos acadêmicos, referências legais e exemplos práticos para fortalecer a atuação das emissoras em um mercado que exige cada vez mais profissionalismo e responsabilidade.


O que é jabá legal — e o que ele não é

Primeiramente, é preciso desmistificar o termo jabá. Durante anos, ele foi associado a pagamentos ocultos em troca de espaço nas rádios.

Contudo, existe uma prática regulamentada e ética — o chamado jabá legal — que pode, sim, conviver com uma programação transparente.

O jabá legal corresponde à contratação formal de espaços publicitários por artistas, gravadoras ou assessorias, com identificação clara de que aquela música possui caráter promocional.

Estudos disponíveis na biblioteca.umc.br e no repositorio.jesuita.org.br demonstram que a transparência marca a diferença entre o jabá ilegal e o legítimo.

Quando o ouvinte percebe que aquela faixa faz parte de uma ação publicitária, e isso é comunicado de forma honesta, a relação de confiança permanece.


O que diz a legislação sobre o jabá no Brasil?

A radiodifusão musical no Brasil segue uma legislação clara.

A Lei nº 4.117/1962, conhecida como Código Brasileiro de Telecomunicações, determina que toda veiculação com fins comerciais precisa ser identificada.

Além disso, o Decreto nº 52.795/1963 reforça que as rádios devem informar de forma precisa quando exibem conteúdo publicitário.

Caso a rádio omita essa informação ao tocar uma faixa contratada, ela infringe a norma. Isso pode resultar em sanções, incluindo multas e até suspensão da outorga.

Portanto, mais do que uma formalidade legal, a sinalização correta representa uma postura ética diante da audiência.


A importância da ética na programação musical

A confiança do ouvinte é um dos maiores patrimônios de uma emissora. Quando ele escolhe uma estação, ele espera autenticidade, qualidade musical e coerência com a identidade da rádio.

No entanto, sempre que a rádio omite interesses comerciais por trás da programação, ela compromete essa relação.

Rádios que atuam com ética valorizam a diversidade artística, promovem novos talentos e mantêm a coerência no conteúdo.

Elas também demonstram compromisso com o papel social do rádio como agente de formação cultural e acesso democrático à música.


Boas práticas para aplicar o jabá legal com transparência

A seguir, listamos algumas ações fundamentais para emissoras que desejam manter uma relação de confiança com o público e ainda monetizar sua grade com responsabilidade:

  • Formalize contratos: registre todas as negociações de veiculação com cláusulas claras e prazos definidos, garantindo profissionalismo e segurança jurídica.
  • Sinalize o conteúdo publicitário: informe de maneira clara, durante a programação, que determinada faixa possui caráter promocional. Utilize expressões como “espaço publicitário” ou “conteúdo patrocinado”.
  • Mantenha equilíbrio na programação: distribua as músicas contratadas com inteligência para preservar a diversidade artística e a identidade da emissora.
  • Capacite sua equipe: ofereça treinamentos constantes aos locutores, programadores e equipe comercial, reforçando os limites éticos e legais relacionados à prática.
  • Use dados para justificar escolhas: a transparência também exige que a rádio mostre como determinada música contratada gera impacto real na audiência. Por isso, contamos com a plataforma Audiency, que permite monitorar em tempo real todas as execuções no rádio, gerar relatórios completos e apresentar dados concretos sobre o desempenho de cada faixa veiculada.

O futuro da radiodifusão é transparente

O ouvinte moderno valoriza autenticidade. Ele percebe quando uma emissora prioriza o respeito, a diversidade musical e a clareza na comunicação.

Rádios que atuam com transparência não apenas ganham ouvintes — elas conquistam promotores da marca.

Portanto, ao adotar uma postura clara em relação ao jabá legal, a emissora se fortalece diante do público, dos artistas e do mercado anunciante.


Ética e profissionalismo andam juntos

Adotar boas práticas em relação ao jabá legal representa mais do que seguir a lei — reforça a posição da emissora como referência em credibilidade.

Em tempos de excesso de informação e baixa fidelidade, quem comunica com clareza conquista mais que ouvintes: forma defensores da marca.

A Audiency apoia emissoras que buscam unir performance, ética e profissionalismo.

Com ferramentas estratégicas de monitoramento e gestão, sua programação se torna mais confiável, transparente e alinhada com as exigências atuais do mercado.

Como as emissoras de rádio podem se preparar para grandes coberturas ao vivo em 2025

Grandes coberturas ao vivo no rádio exigem muito mais do que disposição e boa vontade. Planejar uma grande transmissão requer estratégia, tecnologia e integração das equipes para garantir um resultado de excelência.

Com o avanço da tecnologia e o aumento da concorrência, as emissoras precisam se organizar de forma estratégica para garantir qualidade, agilidade e inovação.

Além disso, o segundo semestre de 2025 reserva uma agenda recheada de eventos esportivos, festivais de música e pautas sazonais que prometem movimentar o mercado e exigir das rádios o melhor de sua performance.

Neste blog, vamos apresentar um verdadeiro guia para que a sua emissora se destaque nas coberturas ao vivo.

Abordaremos desde a preparação da equipe de reportagem até a utilização das melhores tecnologias de transmissão e ferramentas de análise de resultados.

Continue a leitura e descubra como se preparar de forma eficiente!


Investimento em tecnologia e infraestrutura

A base de uma cobertura bem-sucedida reside em uma infraestrutura tecnológica robusta e atualizada.

Portanto, é essencial investir em:

  • Equipamentos de transmissão móvel: Aposte em mochilas de transmissão IP e sistemas de áudio sem fio de alta qualidade. Eles garantem mobilidade e flexibilidade para reportagens em campo, com menor latência e maior fidelidade de áudio. Equipamentos compatíveis com 5G são um diferencial para transmissões ainda mais estáveis.
  • Redundância de conexão: Tenha sempre planos de contingência. Isso inclui modems 4G/5G de backup, roteadores duplos e acordos com provedores para prioridade de tráfego.
  • Plataformas de gestão de conteúdo: Soluções em nuvem permitem upload e gestão de áudio de forma ágil, mesmo em locais com baixa largura de banda.
  • Inteligência artificial: Explore recursos como transcrição automática de áudio e legendagem em tempo real. Além disso, a IA pode ajudar a filtrar informações das redes sociais, otimizando o trabalho da equipe.
  • Sistemas de monitoramento: Ferramentas para monitorar a qualidade do sinal, o fluxo de dados e a audiência em tempo real são indispensáveis para ajustes imediatos durante grandes coberturas ao vivo.

A Audiency, por exemplo, oferece soluções completas para acompanhar a performance da sua programação no rádio com dados precisos e relatórios que ajudam a emissora a tomar decisões rápidas e assertivas durante os eventos.

Com o suporte de plataformas como essa, a rádio ganha mais controle, eficiência e impacto em suas transmissões.


Planejamento estratégico e logística

O planejamento é a espinha dorsal de qualquer cobertura.

Nesse sentido, algumas práticas se destacam:

  • Mapeamento de eventos: Identifique os principais acontecimentos do ano e crie um calendário de cobertura.
  • Análise de cenários: Antecipe desafios como acessos restritos e condições adversas.
  • Planos de contingência: Tenha soluções alternativas para quedas de sinal, falhas de equipamentos e imprevistos no deslocamento.
  • Colaboração entre equipes: Integre jornalismo, técnica, produção e comercial para uma cobertura coesa.
  • Orçamento detalhado: Planeje os custos com equipamentos, deslocamento, horas extras e segurança, evitando surpresas no processo.

Treinamento e desenvolvimento da equipe

Uma equipe bem preparada é o maior diferencial competitivo.

Para isso:

  • Capacitação técnica: Promova treinamentos sobre novos equipamentos e softwares.
  • Jornalismo digital: Ensine o uso das redes sociais como ferramenta de apuração e divulgação.
  • Simulados de cobertura: Realize exercícios práticos que preparem a equipe para situações reais.
  • Protocolos de segurança: Oriente sobre medidas de proteção, principalmente em eventos de maior risco.
  • Habilidades multiplataforma: Incentive a criação de vídeos, fotos e textos para plataformas digitais, além do rádio.

Estratégias de conteúdo e engajamento

Além de transmitir informação, a cobertura deve gerar conexão e engajamento com o público.

Por isso:

  • Conteúdo multiplataforma: Ofereça materiais exclusivos no site, redes sociais e aplicativos de mensagem da rádio.
  • Interatividade: Estimule a participação do público com enquetes, comentários e perguntas ao vivo.
  • Narrativa envolvente: Utilize storytelling para contextualizar os eventos e cativar a audiência.
  • Parcerias estratégicas: Busque colaborações que ampliem o alcance e tragam novas perspectivas.

A importância do planejamento antecipado

Antes de qualquer transmissão, o planejamento é essencial. É por meio dele que a emissora consegue prever necessidades técnicas, definir cronogramas e organizar a equipe de forma eficiente.

Além disso, o planejamento permite alinhar a cobertura ao perfil do público, garantindo maior engajamento.

Contudo, planejar não é apenas distribuir funções. É fundamental realizar reuniões prévias, testar equipamentos e criar um plano B para imprevistos.

Dessa forma, a rádio minimiza riscos e transmite mais segurança aos ouvintes.


Equipe de reportagem: quem faz a diferença

Em uma grande cobertura, a equipe é o coração do projeto.

Além de bons locutores, é importante contar com repórteres ágeis, editores atentos e técnicos preparados para lidar com possíveis falhas.

A integração entre esses profissionais é o que permite entregar um conteúdo dinâmico e de qualidade.

Ademais, vale investir em treinamentos. Uma equipe atualizada em técnicas de apuração e transmissão certamente se destaca no mercado e fideliza o público.


Como transformar grandes eventos em oportunidades

Além de informar, as coberturas ao vivo são oportunidades comerciais. Uma emissora que se prepara bem consegue atrair patrocinadores e parceiros estratégicos.

É importante, portanto, estruturar ofertas comerciais que unam a transmissão ao vivo a ações promocionais, gerando mais valor ao projeto.

Assim, a rádio não apenas entrega conteúdo relevante ao público como também fortalece o relacionamento com o mercado anunciante.


Em síntese, ao investir em tecnologia, planejamento, capacitação da equipe e estratégias de conteúdo, sua emissora estará preparada para grandes coberturas ao vivo em 2025.

Dessa forma, será possível fortalecer a marca, aumentar a audiência e gerar novas oportunidades comerciais.

O sucesso está nos detalhes e na capacidade de se reinventar em um cenário em constante evolução.

🎧 Sua rádio está pronta para a próxima grande cobertura?

Use os dados certos para planejar melhor com a Audiency. Homologue sua emissora agora

como as emissoras podem crescer e se beneficiar com dados

Como as emissoras podem crescer e se beneficiar de dados

Informação é tudo! Dados são valiosas formas de vender e também subsídios para tomar decisões assertivas. Como saber se a sua emissora de rádio é a mais ouvida, o perfil do seu ouvinte, o gênero musical que compões o estilo da sua audiência… Hoje vamos falar de dados que as emissoras utilizam para obter mais anunciantes, parcerias e ganhar visibilidade.

Sabe quando você sintoniza em uma emissora de rádio e escuta “a rádio xxxx é 1º lugar no IBOPE”? As rádios contratam uma pesquisa para mensurar a sua audiência em uma determinada praça e assim conhecer qual é a rádio mais ouvida.

Como qualquer empresa, é essencial que as emissoras de rádio conheçam bem o seu público-alvo, principalmente no momento de montar e definir a programação e decidir quais anunciantes se adaptam melhor às preferências e necessidades do seu público.

Sabe como ter essas informações? Através de pesquisas! Normalmente as emissoras compram esses levantamentos para avaliar a programação e saber quais programas estão tendo sucesso, conhecer seus principais concorrentes, e ter dados detalhados capazes de mostrar as preferências dos ouvintes. No Brasil, o IBOPE é a empresa especializada nestes dados.

IBOPE

O IBOPE Inteligência, anteriormente Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística é considerada uma das maiores empresas de pesquisa de mercado da América Latina, fornecendo um amplo conjunto de estudos sobre opinião pública, que engloba a intenção de voto, consumo, marca, comportamento e mercado, no Brasil e em mais de 14 países.

No ano de 2014, ocorreu uma divisão de pesquisa de mídia adquirida pelo grupo Kantar, formando a Kantar Ibope Media e, neste momento, o IBOPE passou a se chamar IBOPE Inteligência, tendo como objetivo diferenciar as duas empresas.

Uma trajetória de sucesso

Em 1942 o IBOPE foi criado pelo radialista Auricélio Penteado, proprietário da Rádio Kosmos, de São Paulo e por Arnaldo da Rocha e Silva.

Ao medir a audiência das rádios de São Paulo, Auricélio Penteado constatou que a rádio Kosmos não estava entre as mais ouvidas. Neste momento, passou a dedicar-se exclusivamente às pesquisas.

Assim como o IBOPE, as empresas nascem e crescem para solucionar problemas e quando temos dados relevantes, fica muito mais fácil de agir.

A importância dos dados e como as emissoras podem se beneficiar deles

Mensurar a audiência e desempenho de uma emissora de rádio é essencial, e um diferencial para identificar melhorias e acertos na programação.

É de grande importância saber que as plataformas digitais e os novos hábitos de consumo do público ampliaram o alcance desse meio de comunicação, trazendo novas possibilidades de identificar o desempenho das emissoras de rádio.

De acordo com o site oficial do IBOPE, a medição de audiência em emissoras é realizada pelo método de recall. Nesse tipo de pesquisa, o entrevistado informa quais emissoras de rádio ouviu nas últimas 48 horas.

Diariamente são realizadas entrevistas com computadores portáteis, os dados são atualizados automaticamente, processados e verificados para compor os resultados que vão ser divulgados, dessa forma, é possível mostrar como os dados variam diariamente, sendo possível analisar as variações de acordo com acontecimentos específicos.

Essa forma de pesquisa auxilia na análise dos resultados por cada emissora, e assim podem adequar suas estratégias de relacionamento com a audiência constantemente.

Kantar Ibope Media – O rádio em 2022

O Kantar IBOPE Media divulgou a pesquisa Inside Rádio 2022, que reúne dados atualizados sobre o meio, como perfil e comportamento de ouvintes, novos formatos, entre outros temas. As informações colhidas reforçam a importância que o veículo consolidou durante a pandemia causada pelo corona vírus. O rádio faz a diferença!

Entre os ouvintes, 58% afirmaram ouvir o meio com a mesma intensidade, ou até mais. O levantamento pesquisou 13 regiões metropolitanas e apontou que cerca de 83% de seus moradores escutam rádio. A cada cinco, três afirmaram ouvir alguma emissora diariamente.

A pandemia transformou também a rotina dos ouvintes e, consequentemente, revelou novos hábitos. Em comparação com o ano de 2019, devido ao isolamento social, a audiência registrada caiu de 23% para 18%. Por outro lado, aumentou de 70% para 78% o percentual de ouvintes sintonizados a partir de casa.

Ainda sobre a pesquisa, O Kantar Ibope também aponta que 29% dos ouvintes de rádio consideram que a possibilidade de consumir o meio de forma online mudou a forma de consumir o rádio. Comparando 2019 com 2022, houve um crescimento de 85% de consumo de rádios na web.

O rádio faz a diferença

Os números do rádio são impressionantes não é mesmo? O vovô da comunicação se reinventando para fazer a diferença na vida das pessoas sempre! Para valorizar ainda mais os profissionais e emissoras, o estrategista musical Fabio Schuck idealizou a campanha “O rádio faz a diferença”. A campanha tem por objetivo dar voz aos radialistas e a todos que sabem a importância do meio.

“Com a missão de gerar negócios a partir do uso de dados da audiência, queremos criar oportunidades mercadológicas para que todos os envolvidos ganhem”, afirma Schuck.

A campanha tem apoio da ABERT – Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão.